Eu ainda me surpreendo comigo. Convivendo há mais de 30 anos com as minhas próprias manias, chatices, defeitos e qualidades, ainda fico me questionando sobre estados de espírito que, simplesmente, surgem. E sempre em momentos que me tranquilizam e que fazem com que eu veja além.
Duas cenas hoje na rua me chamaram a atenção:
Indo ao banco, vi uma pedinte sentada na calçada com o seu filho. Ambos negros, ela com os traços bem bonitos e ele com uns 3 anos. Diferente dessas "mães com crianças" que ficam com cara de desoladas e murmurando ao implorar por uns trocados, a moça em questão sorria naturalmente. E demonstrava um carinho enorme por aquela criança, afagando-a e brincando o tempo inteiro com o menino. Este, retribuia-lhe, passando as mãos em seu rosto. A necessidade dela(se realmente há), não fez com que ela interpretasse papel e passasse esse negativismo para o seu filho.
Em seguida uma cena de filme: na calçada da Alameda Santos, dois homens se trombaram, sendo que um deles estava com uma pasta repleta de papéis. Sim, aquela papelada toda se espalhou na calçada e o outro, coitado, não sabia o que fazer. A única contribuição que deu foi pegar o último, que estava prostrado em seu pé preguiçoso.
Termino esse post resumindo bem o meu estado de espírito. Sim, alegre, como nesta foto, me esbaldando na famosa Trash80s e neste caso, no seu delicioso palquinho. Sim, sou otimista, guerreiro e meus medos, ah, esses eu controlo muito bem, afinal, seguir em frente é necessário.

- Postado por: alessandro às 15h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
___________________________________________________
Sabe aquele frase que diz qu "Você atrai aquilo que é", pois bem, cada vez mais discordo dela. Conto porque. Sábado, após almoçar no Frei, subi até a bilheteria do cinema e acabei conseguindo ingresso para ver o filme "Duro de engolir", que faz parte da 29° Mostra e que possui temática gay. Fui para casa, do lado do shopping, e duas horas depois estava na fila. Como era de se esperar, quase a totalidade do público era formado por gays. Sentei-se em um lugar razoável, já que a guerra era grande por um bom lugar. Minutos depois vejo dois caras subindo as escadas. Um deles, vira para o amigo e diz assim: "Arruma um lugar para você que eu vou sentar aqui". Bom, o "aqui", era ao meu lado. Depois de um tempinho vem a pergunta chavão: "Você tem horas?". O papo começou e eu meio que sacando e nem um pouco interessado no ser, tentei ser educado. Mas o chato estava por vir. Assim que as luzes se apagaram, senti a perna do sujeito se enconstando na minha. Recuei e afastei, mas chega uma hora em que, limitado naquele espaço, não há para onde ir. Bom, o cara fez isso várias vezes e por duas, levou os dedos até os meus membros inferiores, digo, as pernas...rs! Bom, depois de uma hora de filme, ele desistiu, afinal, eu já estava quase sentado na cadeira do lado, no colo de um outro rapaz. Fora os comentários bobos feitos por ele durante a exibição e umas arfadas menos contida durante as cenas mais quentes. Assim que acabou, o "dito" ainda puxou conversa e eu indiquei a ele para que caminhasse, já que eu queria sair da fileira. Ele ficou me aguardando, achando que fossemos bater um "plá", porém, passei por ele, dei um tapinha nas costas e disse "Até mais". Bom, as pessoas literalmente confundem ambientes. Cinema é interessante para paquerar, ainda mais, em uma mostra onde pessoas bacanas podem estar, agora, ir se roçando nos outros já é coisa de cinemão do centro.
Bom, coisas acontecendo na minha vida. Vontade de chutar o que já me cansou, como o emprego e tentar, de forma segura, encontrar o meu ponto e seguir em frente...sem desviar muito a rota.
Amigos sempre por perto, se revezando em proximidade assim como em uma boate, em rotatividade. Vão e vêm...mas o importante é estão a volta.
- Postado por: alessandro às 01h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
___________________________________________________
| |