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Meu perfil BRASIL, Sudeste, BAURU, Homem, de 26 a 35 anos, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo MSN - alezuza@hotmail.com |
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Depois de ouvir (Fafá foi entrevistar a Grazi, ex-bbb e voltou embasbacado com a beleza e simpatia dela) e ser ouvido sobre o meu dia, cá estou eu para gravar algumas coisas aqui.
Dia cansativo. Dia de folha de pagamento e dia de trabalhar com as necessidades dos funcionários do Restaurante. Dia frio tbém...dia de descobertas. Esperei a chefe de cozinha e lá fomos nós para o Frans da Haddock tomar um chocolate com conhaque. Na local, além de um croata louco acompanhado de uma travesti mais ainda que teimavam em brigar com as pessoas do local, revelações foram feitas. Descobri quem cheira, quem toma ácido, quem fuma maconha e até que o bacana da cozinha é garoto de programa. Percebi com isso, que convivo com pessoas que, assim como eu e você possuem seus segredos e, na realidade, tornam-se, sinceramente, mais interessantes por isso.
Em seguida, fomos para o Espaço Unibanco, ver "9 canções". Quem quiser mais detalhes, acesse www.revistafato.com.br/cinema a partir da semana que vem e confira o meu texto. Saliento apenas que há muito sexo explícito no filme. Tanto, que algumas pessoas na sala tiveram ataques de riso e tosse.
Após me despedir da Valéria, em uma Paulista tipicamente cinza e charmosa, desci a Frei rumo ao apê. Nela, figuras e cenas me chamaram a atenção, especificamente, um casal gay. Bonitos, enamorados, subiam de mãos dadas, logo atrás de um casal hétero que compartilhava o momento "love" na boa. Ao ver a cena, exclamei um "Que bacana" em voz baixa.
Quando estava perto de casa, após lembrar das meninas do DAE, dos amigos do mundo, veio a voz da minha mãe, igualzinho, igualzinho mesmo, e com o tom idêntico como aquele em que ela me recebeu por telefone essa semana. Um "Oiiiiiiii filhooooooo", tão acolhedor e tão terno que só a voz de uma mãe possui. Desci a Frei emocionado, chorando e feliz pela sensação.
Não me venha pedir para omitir fatos ou coisas assim, que a coisa piora. Hoje, após preencher meus dados pessoais para o Plano Médico do restaurante, o dono pediu para eu colocar tudo "não" em alguns itens, digamos, que comprometa uma perfeita saúde. Nem fudendo! Na frente do segurador coloquei que tenho escoliose, astigmatismo, renite e desvio de septo, salientei que já fiz cirurgia e ainda, em um dos itens que perguntava se eu fazia uso de drogas ou álcool, salientei que bebo às vezes. Como assim? Mentir? Omitir? Sem essa....sou meio tortinho da coluna, porém, estou com tudo em cima.
A propósito: depois de longos meses, Ernesto, meu ex do ano passado, me respondeu e disse que ignorou meus email anteriores por eu não responder as suas ligações na época em que namorávamos. Mentira!!! Ele ficava é de bico quando me chamava no celular e me encontrava com a turma da universidade. Eu hein, povo de coração amargo!
Coisas estranhas andam acontecendo. Coisas estranhas e interessantes andam acontecendo. Coisas estranhas, interessantes e indagadoras andam acontecendo. Não existem regras e bloquear seus impulsivos não é o caminho. Nunca fui moralista, porém, sempre impus alguns caminhos. Ué, mas se são caminhos porque, às vezes, não mudá-los, ou buscar uma trilha, ou, simplesmente, querer fazer uma caminhada diferente.
Explico tudo isso! Local: Bubú, depois do níver do Marco Antonio no Farol, com todos os queridos presentes e com a ausência notada do não menos querido Ale Lima. Meu estado na Bubú: livre, feliz e digamos, bêbado (80%...rs). Quem estava na roda: Eu, Fafá, os Fernandos (que vieram de Bauru e me deixaram imensamente feliz) e o Zé Márcio. Desenrolar: um grandão e braçudão de regata branca, salpicou algumas olhadelas para esse corpinho....rs...em uns momentos no andar de baixo. Nos cruzamos mais uma vez e outras olhadas. Depois de algumas Skol Beats, uma caipiroska das brabas e muito suor no corpo, ao som do ambiente retrô no andar de cima, vejo a figura se aproximando da roda. Como "quem pode" ele penetra nela e, fixamente olha para mim com uma cara de "sou safado". Como geminiano, adoro interpretar personagens e, então, fiz o mesmo. O bonitão então, passa por mim, coladíssimo e, então gruda os seus peitos nas minhas costas. Eu, em um segundo, viro e procuro a sua boca. Bom, rodando, rodando, rodando, demos um beijo daqueles, tipo: descompromissado, quente e saboroso. Após o beijo, nos separamos, sem ao menos trocar nomes, profissão ou coisa do gênero. Sua voz? Não ouvi. Seu rosto? Sinceramente, lembro-me vagamente. E porque tanto dilema? Na realidade não há! Só a engraçada impressão de que se pode tudo, desde que, vc se permita e entenda todo o processo. Para mim, tempos atrás, isso não seria tão compreensível. Naquele sábado, diante daquele clima, o contexto era perfeito e tudo se encaixou.
Para que psicanálise, se tenho um blog e amigos ao telefone?