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Meu perfil BRASIL, Sudeste, BAURU, Homem, de 26 a 35 anos, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo MSN - alezuza@hotmail.com |
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O porteiro interfonou e avisou:
O Luiz está subindo!
Pensei: "Não há como fugir...encare!"
A campainha tocou. Era ele! Fiquei perdido, mesmo coversado horas com ele e já à par de algumas passagens de sua história. Ele estava, diria, inquieto. Eu, depois de uns três minutos, estava tranqüilo e conversava com ele naturalmente. Papo formal: resgatando papos de dias anteriores e ilustrando o cotidiano nosso de cada dia.
Com o tempo, após ele me confessar que estava nervoso, comecei a brincar com ele e assim, a sua apreensão foi embora. Minutos depois ele estava deitado no meu ombro...quietinho, apenas deitado. Minutos depois, o beijo aconteceu e a química foi das melhores. Dezenas e, porque não, centenas de beijos se sucederam e até no chão fomos parar. Olhos nos olhos, suspiros, carinho, tapinhas e sim, beijos, afinal, esse ato é o que entrelaça e simboliza as relações. Alguns pontos colocados, alguns outros propostos e quando me vi, estava sentado na sala da minha casa, de mãos dadas com ele, juntamente com os outros moradores(sim, eles chegaram), em um papo mais do que animado.
Gostaria que fosse ele...rolou química, alquimia e matemática. Também rolou pegada, olhar e o melhor: a possibilidade de alguém que quer, assim como eu, namorar em casa, ter um vida a dois e agregar valores, amigos e sentimentos. Será ele?
Mais um segunda. E com ela expectativas, horas que se passam e a paciência sendo exercitada. Às vezes, tenho a impressão de que estou perdido e não sei ao certo como agir. Em outros momentos, percebo que estou em um processo de entender melhor que nada é tão fácil. Embora seja de uma família de classe média-baixa, a vida sempre foi bacana comigo: aos 20 passei em primeiro em um concurso. Um ano depois, fui para a àrea financeira, passando em um outro concurso, desta vez, em terceirão. Além disso, fui convocado em outro e não aceitei a vaga. Permaneci numa mesma empresa durante quase 11 anos e larguei tudo, conscientemente, por acreditar que aqui, poderei me realizar. Olhando à fundo, percebo que esse "realizar", vai aquem do profissional, já que tudo está intrínseco a minha pessoa. Por isso, minha paciência, atrofiada e mal usada durante esses quase 30 anos, desta vez, necessita ser colocada em prática, já que, estou a sua mercê.
Como adoro o centro de São Paulo! Me encanto com as arquiteturas e com tudo que a história nos deixou como informações daquela região. Sábado, após acompanhar Kei em suas compras no Brás, fiz questão de voltarmos a pé para eu ver mais uma vez, os prédios, marcas e pistas deixadas desde outrora. Já perceberam a beleza e a ostentação do Edifício Martinelli? E aquelas placas, fixadas nas entradas dos Bancos, que serviam de identificação, muito loge de layouts ou faichadas ostensivas e, porque não, agressivas? E o Municipal? Sem palavras.
Ontem, após algumas horas de total instrospecção, saí do casulo e junto com o Paulo e o Ale Lima, fomos oa Bailão. Bom, o lugar já é kitsch e bacana por si só. Eu e o Paulinho ficamos nos nossos passinhos enquanto o Ale não parava com os olhos, numa infindável busca. A noite foi válida exclusivamente pela presença dos amigos e a cumplicidade em questão. De jurados de show de calouros à concurso de miss, nos divertimos muito. Não posso me esquecer que eu e o Paulo fomos tirados para dançar forró. Não sei como o Paulo se sentiu, mas eu, em alguns momentos ria no braço do gazelo que me girava na pista como uma bonecona de pano, meio durenga....rs! Em outro momento, precisei inventar que meu amigo-guardião era meu namorado para escapar de um pedido de beijo feito por um "ser" bêbado e com óculos de sol na testa à uma da manhã.
E sexta, quem sabe, não tem mais....rs!